sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Parte 2

Muito mais que vender música, um bom artista de “mainstream” deve vender imagem! Para isso deve ter carisma, deve ser bom comunicador ou nada disso, mas agradar às adolescentes! A imagem do artista é sua marca, sua marca dever ser forte, confiável e comercializável, que implica em sempre ter novidades, pois o mercado fonográfico é movido por constantes velhas novidades. Sempre tem que ter um trabalho novo para que esqueçam o antigo e comprem o novo álbum.
O mercado é a sociedade? O mercado é controlado pela lei da oferta e procura e tal. Mas e os consumidores, o povo? É ele próprio que tem vontade, ou sua vontade é influenciada... isso ainda não vem ao caso. Não creio que o nosso auto-regulável mercado esteja sendo destruído pelas mudanças que ocorrem no meio entretenimento/cultural, ele está apenas se regulando, para um novo paradigma de obtenção de lucro com entretenimento.

Musica e Mercado Parte 1

A música, hoje em dia, é mais que arte e ou entretenimento, é um negócio. Você pode investir no mercado de ações, construção civil, abrir uma padaria ou investir em música, tornar-se empresário de algum “artista”. Para isso, deve ser feita como em qualquer negócio, uma extensa análise do mercado no qual irá se inserir seu investimento, qual nicho deseja ou qual parece se encaixar. Música (entretenimento em geral) é um bem de consumo, e como boa sociedade “neocapitalista de livre mercado bla-bla-bla” bem de consumo bom é bem de consumo não durável – eis a música pop, que mais do que estilo musical pop, é o ouvinte pop que vai ditar o período de permanência do produto nas vitrines...- O mercado fonográfico movimenta uma fortuna (hoje em dia nem tanto, mas você não vê o Caetano Velloso andando de Uno Mille ano 96 à caminho de sua casa no engenho de dentro...), toda essa quantidade de dinheiro implica em grandes ganhos para os artistas, ganhos astronômicos para as gravadoras e... Entretenimento caro! Música não mata a fome de ninguém, não melhora o mundo (me chame de descrente), não salva vidas, não passa de entretenimento(!), mesmo sendo o mais universal e mais apreciado por este “blogueiro”.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Viagem - Santa Rita de Jacutinga


Santa Rita de Jacutinga ou simplesmente SRJ, para os econômicos - ah, os econômicos-. Bucólica e alcoolica cidadezinha serrana de Minas Gerais que fica há umas 3 horas do Rio de Janeiro, repleta de cachoeiras -dizem ser 72- botecos e mato. Chega-se lá, partindo do RJ, de duas maneiras (sem ser de carro): Pegando um ônibus para caxambu que sai da rodoviária Novo Rio as 18 ou 19 horas as sextas, que, pasme, só volta no domingo - o mesmo ônibus- ou pegando um até Barra Mansa e outro até SRJ (nesse caso o passeio leva em média 6 horas). É o tipo de cidade pacata, em que qualquer feriado rende. As tardes parecem infinitas no silêncio quebrado apenas pela passagem de esporádicos carros e dos famosos "Vabões" (ônibus que fazem o percurso Barra Mansa x SRJ dentre outros). Cidade para quem curte tranquilidade, natureza "esportes radicais" e... carnaval! Se você cansou de encontrar todos os seus vizinhos em Cabo Frio que ficam com os carros com a mala aberta tocando funk, não quer ficar no RJ e não tem dinheiro, SRJ é o lugar. Com pouco dinheiro e boas companhias um carnaval lá pode sempre virar enredo daquele tipo de conversa nostálgica que todo bom grupo de amigos tem as vezes.

Salve o planeta

Hoje em dia, dentre os muitos modismos "politicamente corretos", um se sobressai: Livrar o planeta do aquecimento global. Tsc. Aqui você não lerá os cinco mandamentos para salvar o mundo, como falar mal do combate matinal “velhinha munida de mangueira d’água versus folha na calçada...” Mas vou te dizer uma ou duas coisas que são produto da novíssima “indústria do esfriamento global”.
1. Carros elétricos. Carros elétricos são fascinantes (ao menos pra mim) e são não poluentes durante o uso. Eles, porém, tem algumas ressalvas...

-Baterias poluem muito no momento de sua produção e tem sua vida útil muito curta uma “vida toda” de um hamster, portanto necessitam de sucessivas trocas.
- O abastecimento gera uma poluição indireta. A energia elétrica nunca é gerada de maneira 100% limpa (não atualmente), algumas hidrelétricas (que causam um puta impacto ambiental com a sua construção) não conseguem manter um país sem carros elétricos com energia (vide apagões), necessitando de ecológicas usinas a gás, óleo, etc. imagine um país como o Brasil com uma imensa frota de carros elétricos plugados nas tomadas...

2. Bio-combustíveis. Lavouras que seriam comida viram alimento de carros. Não, não sigo a teoria Malthusiana nem nada (apesar de ser a favor do controle de natalidade), não acho que o fato de transformar a soja em combustível fará do Brasil um país com mais famintos. Tanto o combustível de origem orgânica quanto o nosso amigo classificado como “Carc. Cat. 2; R45” (substância cancerígena categoria 2) chamado petróleo (que também é de origem orgânica até que se prove o contrário –como tentaram Marcellin Berthelot, Dmitri Mendeleiev e outros)serão queimados resultando carbono... O petróleo é refinado num processo de destilação, que irá resultar em seus subprodutos conforme certas temperaturas. O “combustível verde”, que tem a vantagem de ser renovável, precisa ser plantado, cultivado, protegido com agrotóxicos nocivos, colhido e refinado (acredito que seja de maneira semelhante à do petróleo). O petróleo já está lá, e queima por queima, melhor não queimar comida... Afinal de contas, o problema não é poluir, é poluir demasiado e inutilmente.

Desculpe se cometi algum erro, não entendo bulhufas de combustíveis, política, química, física, e mulheres.
Correções e comentários aceitos e bem vindos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

- Processo Arquivado.

- Processo Arquivado.

E aí acaba mais uma esperança de alcançar um objetivo, seja este fazer justiça ou simplesmente realizar um sonho. Tem inicio com o pé esquerdo o relacionamento do "Arquivista" com a opinião popular que leu a frase colocada no início desse "artigo" (e tanto os conquistadores baratos quanto os anúncios de aparelhos de barbear sabem que a primeira impressão é a que fica). É sempre assim, o processo contra o político corrupto é arquivado e tudo termina em pizza ("terminar em pizza" já é praticamente um jargão da política brasileira), o processo contra o ator "playboy" também é arquivado e lá se vai mais uma chance de se obter o que chamam de justiça. E quem foi o coveiro que jogou a última pá de terra sobre a esperança? O arquivista.

O adjetivo – arquivado – está mais queimado que turista islandês nas praias cariocas. Por causa da conotação dada por esse quase jargão político-advocatício, arquivar não fica parecendo algo bom... Mas veja nos conceitos báááááásicos da arquivologia – arquivar é guardar o “documento” para posteriores consultas – para, a partir dele, se possível, gerar algum tipo de conhecimento. O ato de arquivar também pressupõe garantia de acesso, e, não necessariamente, fim de processo!

E a galera vai ao delírio! Isso significa que esse processo, resultado de um ato (ação) administrativo do Estado, fruto de uma democracia, agora, mais do que nunca, pertence ao povo, e está preservado para a posteridade servindo de prova e sendo acessível à todas as partes e interessados.


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Péssimo nome

Este "blogueiro" que cá vos escreve não sabe escolher nomes... O nome deste blog é péssimo! Impossível fazer uma pesquisa no orkut e não achar milhares de blog e sítios "refratários"... Bom, numa eventual pesquisa por este blog num google da vida, pode-se aprender a cozinhar...não é o máximo?

De acordo com o dicionário Ruth Rocha, refratário é: adj. 1. Que resiste a certas influências. 2. Que suporta temperaturas elevadas sem se alterar . 3. Imune a certas doenças.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O Arquivista

O arquivista

Um arquivista no pleno desenvolvimento de suas ações deve ter:

*Noção de que seu trabalho na instituição é um dos mais importantes e menos descartáveis; como sabê-lo? Faça um greve de 2 dias.

*Sangue frio, para não mandar diversar pessoas de diversos graus hierarquicos para lugares imensionáveis aqui.

*Saber que parecer organizado é mais importante que ser organizado.

*Não ter alergia a poeira e a maioria dos insetos.

*Já ter trabalhado como ajudante de pedreiro é quase imprescindível para um arquivista do sexo masculino.

*Saber conviver com um salário que muitas vezes é injusto.

*Ouvir piadinhas ridículas dos superiores, mas rir por dentro, pois sabe que suas piadas são melhores, pois você teve tempo para aperfeiçoar a veia humorística em meio à não dedicação ao curso superior.

*Ter noção de que os mortos são muito requisitados, às vezes.

*Ser político, em todos os sentidos da palavra.

*Saber dar nova tonalidade ao bom e velho "sorriso amarelo".

-continue-

-retirado do blog " Fanquenstain " http://fanquenstain.blogspot.com/