quinta-feira, 19 de junho de 2008

Música Clássica, só a música...

Outro dia fui a um concerto de violoncelo e piano que fez parte da Rio Folle Journée (ou Louca Jornada na minha tradução pega emprestada). No Cello o brasileiro Antônio Meneses e no piano o alemão(?) Menahem Pressler, velhote com cara engraçada que de longe parece simpático. Concerto muito bom, lotou a casa, que fica bem na Lapa -reduto de redutos- em pleno sabado a noite. Eu que sou vidrado em violoncelo fui atrás de informações sobre algum album do Antônio e assim me deparei com preços altíssimos. Entretando, para surpresa minha, achei um site onde o Antônio postou um álbum tocando Bach, licenciado sob as Creative Commons: Magnatune . Tá certo que, como podes ver nesse link, que já não é mais possível sequer ouvir as músicas (esse site as comercializa)... Qual será o motivo do não funcionamento somente do link do Antônio Meneses? Será que ele tirou do ar?
Resumindo: Não encontrei nenhum album dele disponível sob Creative Commons -exceto em programas P2P... Mas aí é outra cousa...

domingo, 15 de junho de 2008

Devaneios à parte, acesso livre.

Você não vai mais a biblioteca. Procura livros para download ou os compra pela Internet.
Você não mais escreve um diário. Faz um blog.
Você não tem fotos dentro de uma lata de biscoito ou num álbum. Você as guarda num diretório do seu pc ou publica num blog ou fotolog, e quando tem que formatar o pc por causa de alguma coisa e não possui backups, tudo que você tem é apenas o que está publicado na world wide web.
Se você tem uma curiosidade ou dúvida, não recorre a uma “enciclopédia em vinte volumes” ou dicionários aos montes, “just google it”. Buscando uma informação na Internet, você entra na grande e louca viagem do hipertexto, que vai te levar à uma infinidade de links e assuntos semelhantes que te farão perder o rumo, esquecendo a meta inicial em prol do deslumbramento causada pela infinidade de conexões dessa rede de informação. Devemos lembrar sempre que uma informação dificilmente se sustenta sem outra, e isso é a essência da rede, um aspecto quase sinérgico da informação.

Toda essa bobagem acima fazia, mais ou menos, parte do tema da minha monografia de conclusão de curso, que não passou do pré-projeto, que estava uma porcaria, mas ninguém quis me ajudar a melhorá-la exceto um professor, que não era meu orientador... Bom, isso é passado, nunca acreditei no ambiente acadêmico da UNIRIO e muito menos no ambiente anêmico da Arquivologia...

A Internet está aí disponibilizando todo tipo de coisa boa ou ruim e boa e ruim, isso depende do gosto e da bagagem do individuo, que é o que vai permitir que ele seja o marujo ou o capitão da nau que está a navegar pela inet.


O homem sempre quis armazenar o conhecimento humano num local onde pudesse preservá-lo e disseminá-lo, como a biblioteca de Alexandria ou a “Encyclopedie” de d’Alembert e Diderot. A Internet é a continuação desse sonho. Se as tecnologias de informação já não são o maior problema, sobram os problemas sociais, políticos e de mercado, que afetam a Internet tanto internamente quanto externamente. Quando escrevo problemas sociais posso citar dois agora, sem pensar: Inclusão digital e conhecimento adquirido. Navegar num mar de informação sem ter a bagagem necessária ou correta pode ser um passeio num labirinto de arbustos – você sabe que pode acabar com o passeio quando quiser, basta atravessar os arbustos, isso, porém, não significa concluir o trajeto-. A frase anterior vale tanto para o faladíssimo tema da Inclusão digital –computador para todos, pc do povo, notebook do povo, etc - quanto para a falta d conhecimento adquirido, seja por conta do ensino fraco ou da mentalidade geral de que ser inteligente (ou tentar ser) é escroto. Ta aí o lado bom de não ser mais minha “mono”, posso escrever “escroto”!

Os três problemas que citei acima (sociais, políticos e mercado) não são isolados uns dos outros, são uma reação em cadeia, fatos e mais fatos interligados pó interesses causas e efeitos. Mas isso não vem ao caso.

Se o mercado e a política controlam a Internet e ao mercado não interessa disseminar certos tipos de informação, por ela não interessar ao consumidor, porque a política não quer isso... se continuar, entrarei no círculo vicioso das teorias conspiratórias paranóicas...

A nossa amada world wide web, a cada dia se parece mais com a televisão, com milhares de anúncios e fofocas, movida pela grana da propaganda e a avidez dos consumidores por todo tipo de informação cultural de massa.

...
Tomando o tema do título -Acesso Livre-. Uma das estratégias do acesso livre é a criação de repositórios, onde autores disponibilizam suas obras gratuitamente, e fazem isso muitas vezes com o intuito de terem seus trabalhos copiados e adaptados (na natureza nada se cria, tudo se copia) não só em se tratando de "arte" ou entretenimento, mas tudo. Um texto que um autor disponibilize, quando acessado, pode gerar conhecimento –ato interno de um indivíduo - que será processado e estruturado para se transformar num outro trabalho e assim sucessivamente. Se o conhecimento é partilhado, ele nunca ficará estanque e inerte.

Depois dessa confusa profusão de idéias e devaneios, listo aqui alguns repositórios e periódicos interessantes que achei na Internet nos últimos tempos. A maioria deles não tem um grande aviso indicando que são iniciativas de acesso livre, porém, observando suas características, vale a pena classificá-los aqui como tal.

ALEMPLUS – IBICT
http://www.ibict.br/alemplus/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

Revista Ciência da informação IBICT
http://www.ibict.br/cienciadainformacao/
Fato curioso: Nessa revista, todos os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista ficando sua reimpressão, total ou parcial, sujeita à autorização expressa da direção do IBICT.

DATA GRAMA ZERO – Ciência da Informação
http://www.dgz.org.br/

BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.
http://www.apbad.pt/

Humberto Mariotti – Professor e coordenador do Centro de Desenvolvimento de Lideranças da Business School São Paulo (BSP). Pesquisador nas áreas de complexidade e pensamento complexo.
http://www.geocities.com/pluriversu/

Texas Digital Library
http://journals.tdl.org/jodi

Assis&t – The information society for the information age
http://www.asis.org/Bulletin/index.html/

Arquivologia o Site
http://www.arquivologiaosite.com.br/
Boa sorte! Eu nunca consegui abrir um link sequer desse site...

Arquivística.Info – Nada mais nada menos que o blog dos caras que criaram a Arquivística.net
http://arquivistica.blogspot.com/
Diário de Arquivistas – Blog português com uns links e matérias interessantes
http://diariodearquivistas.blogspot.com/

AN – Arquivo Nacional
http://www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm
Esse merece um post à parte.

APERJ – Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
http://www.aperj.rj.gov.br/links.asp
Vale pela seção “links”.

Instituto Gutemberg
http://www.igutenberg.org/
Crítico independente da mídia

In Cógnito – Cadernos Românicos em Ciências Cognitivas
http://www.in-cognito.net/new/cahier/abonnement_po.php

Palazzo – Educação, computação e web
http://palazzo.pro.br/index.htm

Blog do Kuramoto – Membro do IBICT
http://kuramoto.wordpress.com/

Web os science
http://scientific.thomsonreuters.com/pt/produtos/referencia/wos/

Filosofia da Ciência e Filosofia da Técnica
http://www.igeo.ufrj.br/gruporetis/tecnica/modules/content/index.php?id=1

Citando Os Titãs: “A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte...” Algum entretenimento:
Música:
http://www.jamendo.com/en/
http://magnatune.com/

Literatura:
http://www.readbookonline.net/
http://www.online-literature.com/

sábado, 14 de junho de 2008

Autoexplicativo

Das Sociedades Secretas e não

Muito se fala sobre as irmandades de conteúdo secreto como Maçonaria, a Misteriosa e Mítica Ordem de Rosa Cruz, e outras ordens teosóficas ou não. Aqui, leitor, você lerá sobre uma ordem não tão secreta, mas muito mais poderosa e com infinidade de adeptos em todo o Brasil: A Poderosa e Nebulosa Ordem de Souza Cruz. Ela é uma ordem com adeptos assumidos, que não precisam fazer encontros em subsolos nem em sedes próprias, apesar de, atualmente, a opinião pública ser contra os praticantes realizarem suas liturgias em locais públicos, principalmente nos fechados. Ela não é exatamente uma ordem secreta, os adeptos não se escondem nem negam participar, apenas alguns menores de idade, que legalmente não deveriam participar, acabam por esconder dos seus genitores o seu contato com a ordem, apenas seu benefício (sua graça) deve ser mantido em segredo. Toda irmandade que se preze, garante algum tipo de vantagem em relação a não participar. Ou é prometida paz, ou a união da irmandade pelo bem comum, etc. Nessa irmandade, a ideologia é muito mais individualista. Tão individualista a ponto de interferir negativamente nas pessoas que estão próximas do praticante. Mas nada mortal à curto prazo. Os acólitos dessa liturgia recebem uma graça que nenhuma outra irmandade ou sociedade secreta oferece, é um prazer único, que atua psicologicamente e quimicamente no âmago do indivíduo, dando uma sensação de prazer que só quem é praticante pode descrever. Mas nem tudo são flores. A dedicação aos encontros diários, que acabam se tornando mais freqüentes, causa danos irreversíveis à saúde do indivíduo que se doa a essa ordem. Dentre algumas pessoas, e dentre estas, existem as chamadas "usuários”, que encontram a mesma graça dos membros da Ordem de Souza Cruz participando de liturgias marginais, liturgias essas, que não geram a graça da receita e taxação fiscal do governo, que é o bem coletivo que prega essa Ordem.

Indústria da violência

Sem grandes explicações nem teorias sócio-paranóicas, cito abaixo alguns dados que se não comprovam, dão alguma idéia sobre como a violência move a economia, sendo algo, hoje em dia, imprescindível para manutenção dos (agora) grandes setores.
- Seguros em geral (principalmente de bens)
- Shopping Centers: Praticamente não há mais lojas de rua nem cinemas.
- Empresas de segurança: Milhares de empresas de segurança surgiram ou emergiram nos últimos anos.
- Condomínios fechados
- Serviços de blindagem de veículos, alarmes, rastreadores, etc.
- Plataformas de políticos: É um bom tema para plataforma política de ilustríssimos candidatos.

Eu forçando a barra: Por causa da violência em geral...
- Mercado on-line (internet): Compra-se pela Internet e ainda lucram os correios com frete.
- Vida on-line (second Life, etc.): Paga-se provedores, compra-se bons computadores e ainda tem que mantê-los atualizados.
- Milhares de igrejas e seitas: Pessoas querendo proteção divina, que, na maioria das vezes, sai mais barata que um guarda costas ou um seguro para o carro. – Aumento da venda de adesivos de São Jorge :)

O mercado, grosso modo, nada mais é que a relação oferta e procura. Para fugir da violência, os consumidores procuram segurança. No mercado, para atender a essa demanda, surge uma vasta oferta de itens e serviços de segurança. Pela sucinta lista acima deu para perceber quanto dinheiro isso movimenta?

A quem interessa diminuir a violência?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Somente para arquivistas e simpatizantes


Arquivologia e senso de humor?
Arquivologia e (bom) senso de humor combinam tanto quanto feijão preto e creme de leite. Há, porém, no meio acadêmico da unirio, uma tentativa anônima de se fazer uma iguaria tão bizarra quanto um bom feijão com creme de leite! Mesmo que não seja perfeita nem politicamente correta -talvez por isso os seus criadores mantenham-se no anonimato- a publicação " Arquijaz " que circula pelas pessoas que a leêm nos murais do 3º andar do CCH merece destaque, não pelo ineditismo -outrora existira uma publicação semelhante intitulada "O Permanente"-, mas sim pela insistência e falta de pudor ao retratar o arquivista e "seu mundo".
Então fica aí a dica e, claro, o link para o perfil no orkut, que é o repositório das edições.
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=6924226175918488491

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Popularidade

A popularidade deste blog está incrível! Todos os acessos foram feitos por mim!
Ao menos eu me tenho lido!

Tsc.