terça-feira, 24 de junho de 2008

Copiado: Da atividade meio e da atividade fim na instituição homem

A seguir uma breve explanação e radicalização de certos conceitos para facilitar a assimilação do raciocínio acerca das atividades meio e fim na instituição homem.

Atividade fim: Atividade final da instituição, meta.
Ex: Coca-Cola Company, atividade fim - Produzir e vender (para as distribuidoras) Coca-Cola

Atividade meio: Atividades suporte da atividade fim são elas que fazem com que a instituição alcance a finalidade desejada. Ex: Encargos administrativos, judiciários, arquivísticos, etc.

Depois dessa explicação simplificada, vamos à teoria humana* da atividade meio/fim. Não é uma teoria reveladora, tampouco revolucionária, é apenas uma teoria imaginada durante um período de ócio. Todo homem faz diversas coisas, entre "hobbys" e trabalho e estudo, etc. Um homem pode adorar pescar, ou ter aquela banda de garagem que fundou na adolescência e manteve até a segunda idade e meia, pode ter aquele trabalho que o dá fama de "workaholic", enfim, pode ter diversas coisas que dão rumo a sua vida. Mas na verdade, elas apenas parecem dar rumo. São as atividades meio na "instituição homem", gênero masculino.

Explico:


Sujeito Homem1: Adora praticar ciclismo nos finais de semana.
-Por que pratica?
-Para ficar saudável e viver mais fazendo um esporte que gosta!?
-Sim e não! A afirmativa anterior está correta, mas é superficial. A prática de ciclismo se dá, principalmente, para obter melhor condicionamento físico para conquistar mulheres mostrando suas pernas musculosas e também ter melhor desempenho sexual. (Até os médicos conseguirem comprovar que a prática de ciclismo afeta negativamente a próstata)


Sujeito Homem2: Todo final de semana sai para pescar.
-Ah, pescaria é pescaria! Pratica porque gosta, tranqüiliza.
-Sim! E não! Pratica porque gosta, (pode ser porque marido de mulher feia odeia final de semana, feriado, etc.), Porque relaxa, e porque: Relaxando, se concentrando, acaba melhorando seu autocontrole, gerando melhorias significativas em possíveis abordagens em mulheres e de quebra, seu desempenho sexual será melhorado por conta do autocontrole, se é que me entende...


Sujeito Homem3: O trabalhador.
Esse sujeito vive para o trabalho, chega antes de todo mundo e sai depois de todos. Para quê? Para ter dinheiro! (não confundir com o workaholic perdido, aquele que vive para trabalho e só, ele é uma aberração)
-Dinheiro para quê?
-Consumismo e ostentação!
-É, é! Tudo isso e mais um pouco. Há um ditado nada feminista (ou 100%) que diz >Mulher gosta é de dinheiro, quem gosta de p*** é veado< Então, dinheiro e ostentação são para atrair mulheres.
-Ah! E o tempo que passa no trabalho!? Quase 14 h por dia!
-Ora, já viu quantas belas secretárias, estagiárias, etc., estão por aí? Azarar no trabalho não é para qualquer um!


Dessa breve explanação podemos concluir que:
Para o homem, atividade meio é: Trabalho, hobby, etc.
Atividade fim é: S E X O


Para ser um bom católico: Atividade fim é a felicidade e paz com ensinamentos do senhor... Procriarás, rebanho!


*Teoria humana e masculina, por mérito e conhecimento de causa... Não poderia falar de mulheres, pois nem elas sabem o que pensam e se.

Retirado da coleção: "Antologias Impublicáveis - Melhor nunca ser conhecido a cair no esquecimento- Livro do Auto-prejuízo"

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Feitiço de áquila

Todos nós, seres trabalhantes, fomos amaldiçoados como naquele filme "O feitiço de áquila". Mas não foi o Bispo que nos amaldiçoou.

Toda vez que saímos para o trabalho, abandonamos tudo que o nós mais amamos para entrarmos no transe empregatício que nos toma o dia todo. Somos como a personagem de M.Pfiffer no filme, que passa o dia como águia somente voltando à forma humana no período da noite. Somos assim no trabalho(ou gostariam que fôssemos), como águias, sempre espreitando a presa com determinação e antecipação -sem distrações-.
Alguns de nós, seres humanos, amam a família, outros literatura e existem até os que gostam dos dois, mas o trabalho está sempre lá, a maldição do cidadão, pronta para, ao raiar do sol (para alguns antes até) nos retirar nossa humanidade -ou, dependendo do raciocínio, nos inundar de nossa humanidade-mundanidade-

Não, não sou absolutamente contra trabalho... Mas odeio jornada de trabalho, é muito tempo numa atividade que é apenas o meio de se viver, não a finalidade...

É isso.

Publicações arquivísticas

Certos professores na UNIRIO vivem a repetir para mim que a "discussão sobre acesso livre é algo já finalizado". Pois bem. A UNIRIO como instituição de ensino de 3º grau bla bla bla que possui cursos de pós graduação e mestrado bla bla bla. ...E "não há mais dúvida de que a comunicação científica só ocorre em ambiente de acesso livre"...

Um bom exemplo de que só a gente só realmente percebe o que é Acesso Livre quando temos um "repositório" na nossa frente é o site da universidade de Marília que disponibiliza algumas dissertações -e poucas teses- para download gratuito... no link abaixo
Universidade de Marília

É, os caras da UNIRIO sacam tudo de acesso livre... Tsc.!

É uma droga, a bibliografia sobre arquivologia já não é muito extensa e certos livros são impossíveis de achar, mesmo que você esteja disposto a comprá-los... Vide meu caso com o livro "A formação do arquivista no Brasil" donde eu quero o capítulo "O ensino de arquivologia e a literatura arquivística" mas não encontro em lugar algum, nem na inet para download tampouco para ser comprado...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Música Clássica, só a música...

Outro dia fui a um concerto de violoncelo e piano que fez parte da Rio Folle Journée (ou Louca Jornada na minha tradução pega emprestada). No Cello o brasileiro Antônio Meneses e no piano o alemão(?) Menahem Pressler, velhote com cara engraçada que de longe parece simpático. Concerto muito bom, lotou a casa, que fica bem na Lapa -reduto de redutos- em pleno sabado a noite. Eu que sou vidrado em violoncelo fui atrás de informações sobre algum album do Antônio e assim me deparei com preços altíssimos. Entretando, para surpresa minha, achei um site onde o Antônio postou um álbum tocando Bach, licenciado sob as Creative Commons: Magnatune . Tá certo que, como podes ver nesse link, que já não é mais possível sequer ouvir as músicas (esse site as comercializa)... Qual será o motivo do não funcionamento somente do link do Antônio Meneses? Será que ele tirou do ar?
Resumindo: Não encontrei nenhum album dele disponível sob Creative Commons -exceto em programas P2P... Mas aí é outra cousa...

domingo, 15 de junho de 2008

Devaneios à parte, acesso livre.

Você não vai mais a biblioteca. Procura livros para download ou os compra pela Internet.
Você não mais escreve um diário. Faz um blog.
Você não tem fotos dentro de uma lata de biscoito ou num álbum. Você as guarda num diretório do seu pc ou publica num blog ou fotolog, e quando tem que formatar o pc por causa de alguma coisa e não possui backups, tudo que você tem é apenas o que está publicado na world wide web.
Se você tem uma curiosidade ou dúvida, não recorre a uma “enciclopédia em vinte volumes” ou dicionários aos montes, “just google it”. Buscando uma informação na Internet, você entra na grande e louca viagem do hipertexto, que vai te levar à uma infinidade de links e assuntos semelhantes que te farão perder o rumo, esquecendo a meta inicial em prol do deslumbramento causada pela infinidade de conexões dessa rede de informação. Devemos lembrar sempre que uma informação dificilmente se sustenta sem outra, e isso é a essência da rede, um aspecto quase sinérgico da informação.

Toda essa bobagem acima fazia, mais ou menos, parte do tema da minha monografia de conclusão de curso, que não passou do pré-projeto, que estava uma porcaria, mas ninguém quis me ajudar a melhorá-la exceto um professor, que não era meu orientador... Bom, isso é passado, nunca acreditei no ambiente acadêmico da UNIRIO e muito menos no ambiente anêmico da Arquivologia...

A Internet está aí disponibilizando todo tipo de coisa boa ou ruim e boa e ruim, isso depende do gosto e da bagagem do individuo, que é o que vai permitir que ele seja o marujo ou o capitão da nau que está a navegar pela inet.


O homem sempre quis armazenar o conhecimento humano num local onde pudesse preservá-lo e disseminá-lo, como a biblioteca de Alexandria ou a “Encyclopedie” de d’Alembert e Diderot. A Internet é a continuação desse sonho. Se as tecnologias de informação já não são o maior problema, sobram os problemas sociais, políticos e de mercado, que afetam a Internet tanto internamente quanto externamente. Quando escrevo problemas sociais posso citar dois agora, sem pensar: Inclusão digital e conhecimento adquirido. Navegar num mar de informação sem ter a bagagem necessária ou correta pode ser um passeio num labirinto de arbustos – você sabe que pode acabar com o passeio quando quiser, basta atravessar os arbustos, isso, porém, não significa concluir o trajeto-. A frase anterior vale tanto para o faladíssimo tema da Inclusão digital –computador para todos, pc do povo, notebook do povo, etc - quanto para a falta d conhecimento adquirido, seja por conta do ensino fraco ou da mentalidade geral de que ser inteligente (ou tentar ser) é escroto. Ta aí o lado bom de não ser mais minha “mono”, posso escrever “escroto”!

Os três problemas que citei acima (sociais, políticos e mercado) não são isolados uns dos outros, são uma reação em cadeia, fatos e mais fatos interligados pó interesses causas e efeitos. Mas isso não vem ao caso.

Se o mercado e a política controlam a Internet e ao mercado não interessa disseminar certos tipos de informação, por ela não interessar ao consumidor, porque a política não quer isso... se continuar, entrarei no círculo vicioso das teorias conspiratórias paranóicas...

A nossa amada world wide web, a cada dia se parece mais com a televisão, com milhares de anúncios e fofocas, movida pela grana da propaganda e a avidez dos consumidores por todo tipo de informação cultural de massa.

...
Tomando o tema do título -Acesso Livre-. Uma das estratégias do acesso livre é a criação de repositórios, onde autores disponibilizam suas obras gratuitamente, e fazem isso muitas vezes com o intuito de terem seus trabalhos copiados e adaptados (na natureza nada se cria, tudo se copia) não só em se tratando de "arte" ou entretenimento, mas tudo. Um texto que um autor disponibilize, quando acessado, pode gerar conhecimento –ato interno de um indivíduo - que será processado e estruturado para se transformar num outro trabalho e assim sucessivamente. Se o conhecimento é partilhado, ele nunca ficará estanque e inerte.

Depois dessa confusa profusão de idéias e devaneios, listo aqui alguns repositórios e periódicos interessantes que achei na Internet nos últimos tempos. A maioria deles não tem um grande aviso indicando que são iniciativas de acesso livre, porém, observando suas características, vale a pena classificá-los aqui como tal.

ALEMPLUS – IBICT
http://www.ibict.br/alemplus/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

Revista Ciência da informação IBICT
http://www.ibict.br/cienciadainformacao/
Fato curioso: Nessa revista, todos os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista ficando sua reimpressão, total ou parcial, sujeita à autorização expressa da direção do IBICT.

DATA GRAMA ZERO – Ciência da Informação
http://www.dgz.org.br/

BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.
http://www.apbad.pt/

Humberto Mariotti – Professor e coordenador do Centro de Desenvolvimento de Lideranças da Business School São Paulo (BSP). Pesquisador nas áreas de complexidade e pensamento complexo.
http://www.geocities.com/pluriversu/

Texas Digital Library
http://journals.tdl.org/jodi

Assis&t – The information society for the information age
http://www.asis.org/Bulletin/index.html/

Arquivologia o Site
http://www.arquivologiaosite.com.br/
Boa sorte! Eu nunca consegui abrir um link sequer desse site...

Arquivística.Info – Nada mais nada menos que o blog dos caras que criaram a Arquivística.net
http://arquivistica.blogspot.com/
Diário de Arquivistas – Blog português com uns links e matérias interessantes
http://diariodearquivistas.blogspot.com/

AN – Arquivo Nacional
http://www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm
Esse merece um post à parte.

APERJ – Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
http://www.aperj.rj.gov.br/links.asp
Vale pela seção “links”.

Instituto Gutemberg
http://www.igutenberg.org/
Crítico independente da mídia

In Cógnito – Cadernos Românicos em Ciências Cognitivas
http://www.in-cognito.net/new/cahier/abonnement_po.php

Palazzo – Educação, computação e web
http://palazzo.pro.br/index.htm

Blog do Kuramoto – Membro do IBICT
http://kuramoto.wordpress.com/

Web os science
http://scientific.thomsonreuters.com/pt/produtos/referencia/wos/

Filosofia da Ciência e Filosofia da Técnica
http://www.igeo.ufrj.br/gruporetis/tecnica/modules/content/index.php?id=1

Citando Os Titãs: “A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte...” Algum entretenimento:
Música:
http://www.jamendo.com/en/
http://magnatune.com/

Literatura:
http://www.readbookonline.net/
http://www.online-literature.com/

sábado, 14 de junho de 2008