domingo, 28 de setembro de 2008

Clipe tosco no youtube - Aguente


http://br.youtube.com/watch?v=S2WlMztgKa8















Parabéns, você acabou de perder um minuto e vinte e nove segundos da sua vida!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Etiqueta que não vem em roupa

Nunca liguei muito para etiqueta nas roupas nem à mesa, na realidade, em lugar algum. Sempre pensei que a melhor educação é a descomplicada, direta e sincera, ou seja, errada. Para mim sempre foi secreto o código secreto dos talheres no prato, que dependendo da combinação e posição, podem significar desde a satisfação em comer, uma promessa de casamento ou ameaça terrorista, só para citar alguns. Manobras estéticas com talheres são um perigo semântico.
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Aconteceu outro dia no lugar onde estagio, algo bizarro com relação à normas de etiqueta que me motivou a escrever esse post. Faço estágio numa empresa que tem muitos "gringos" trabalhando e a maioria deles domina muito mal a nossa língua e, principalmente, nossa cultura. Um colega de trabalho foi almoçar na copa, que é numa parte bem acessível do andar, quando passou por ele um dos meus chefes (sou estagiário, só tenho chefes) que é (lusitanicamente falando) estadunidense. Esse colega estava desembrulhando a comida que acabara de chegar, e, por norma de etiqueta, ao ver o gringo passando soltou: "Tá servido?"
O norte-americado, não entendeu muito bem o porquê de alguém estar oferecendo comida, mas foi lá conferir o prato e aceitou!
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Não sabia ele que o primor da educação tupiniquim é oferecer a comida esperando recusa. Esperando não, estando certo disso! Costume estranho e inútil, diga-se de passagem, o azar do cara que trabalha comigo, que teve que explicar, completamente sem jeito, que o certo é negar quando oferecem comida...

Pronto, agora o gringo deve achar que descobriu a causa da fome no brasil! Tsc.
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domingo, 21 de setembro de 2008

Livros de auto ajuda

Caramba! A cada dia eu vejo, seja em "busdoors" ou portas de livrarias, mais e mais livros de auto-ajuda. Tudo bem, estamos na "era da informação", mas bem me parece que estamos na era dos desesperados, que buscam na "dona informação" a resposta para coisas ligadas à aspectos cognitivos da relação a dois ou de qual planeta vêm os homens e as mulheres, sejam estes seres bi ou mono sexuais.
O que é informação não vem exatamente ao caso nesse post, afinal de contas, você deve ter alguma idéia do que vem a ser "informação", mesmo que essa sua definição não seja a "oficial". Já se você não tiver a mínima idéia do que é informação... Bom, isso te fez alguma falta até hoje? Se não fez, é porque você não precisa saber... Isso acontece com um monte de coisas que lemos e aprendemos, depois desaprendemos, como a física da escola, que, quando nós esquecemos, é de forma natural e orgânica, pois o que não usamos cai em esquecimento... Para que ocupar nosso HD com coisas que não precisamos?..
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Não que os livros de auto-ajuda não contenham informação ou que "aspectos cognitivos da relação a dois" não possam ser explicados por informação alguma. A grande questão é: Essa auto-ajuda está direcionada a quem? Vide:
ao autor...
à editora...
às livrarias....
às empresas de marketing e busdoor...
aos Bancos, coitados, que ficam incumbidos de cuidar de todo o faturamento relatado acima mais os juros do cartão de crédito do sujeito que comprou o livro...

Viu, caro leitor de livros de auto ajuda, quando você compra um livro desses, ajuda indiretamente um monte de gente que não precisa de tanta ajuda assim...
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Seria o ato representado pela escultura abaixo




a verdadeira auto-ajuda?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pit bull e outras feras malditas

O Pit-bull é reconhecido como uma fera. Animal malvado, cruel, uma máquina de matar. Os defensores da raça culpam os donos pelo comportamento nada cristão (pigarro). Muito além da falta de visitas à igreja, o pit-bull realmente é um cão bem preparado para encarar situações de combate, mas isso não o transforma num assassino descontrolado. Diversas pessoas muito esclarecidas lutam pela extinção da raça, usando para isso, as várias ocorrências de ataques que preenchem a ficha do pit-bull. Poderia até concordar com esse único argumento, usando o "currículo" invejável de ataques como prova irrefutável e suficiente de sua possessão demoníaca e inclinação à misantropia, e assim, julgar necessária sua imediata expulsão do plano terrestre! Entretanto, que outro animal tem um currículo tão bom?! Nós, seres humanos! Quem é mais cruel, astuto, vil e... hipócrita? Toda a mídia transforma o ataque de um cão em ato cruel e imperdoável, mas, e os atos muito mais cruéis que são cometidos pelos humanos? Somos uma raça merecedora da extinção?! Não responda. Para contrabalançar, observemos este quadro por uma outra perspectiva. Somos quantos humanos no mundo? 6 bilhões? E destruímos o mundo, fato. Dizem por aí que os animais são seres que vivem em total harmonia com o planeta e bla bla bla. E se fossem 6 bilhões de chimpanzés?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Do ócio

Pouquíssimas pessoas sabem aproveitar o ócio como ele é. Ele é um sujeito tranquilo, é quem não nos deixa perder tanto cabelo nem cultivar uma super úlcera ao longo da vida. O ócio não deve ser a inércia da vontade, deve ser vontade manifestada que, aos olhos de outrem, parece inércia. Hoje em dia, é artigo de luxo, algo como um vinho de uma safra espetacular e com envelhecimento perfeito. O sortudo e distinto indivíduo apreciador chega ao local e pede para ser servido um copo de ócio, sem pressa, claro(não há necessidade da sofisticação do vinho, que deve ser servido em taça). Ócio é como a nitroglicerina dos filmes da sessão da tarde, nunca deve ser manuseado com pressa, ou as conseqüências podem ser desastrosas. Uma dessas consequências consiste no lado negro dele, o tédio, que é fruto de pura questão de percepção, questão esta, que pode ser elucidada por qualquer teoria da relatividade, daí, o que resta saber é que é necessária muita disposição para transformar um momento de ócio em um momento de tédio.

sábado, 30 de agosto de 2008

"Comumismo"

Não sou comunista. O mais perto que já cheguei disso foi quando pensei que as pessoas ricas metidas à comunistas poderiam dividir suas riquezas comigo, mas depois ví que fora apenas um rompante de inveja e egoísmo meus, não comunismo...

Já li um trecho ou outro das obras de Marx (Karl, não o Groucho) e devo admitir, é tudo muito legal e até coerente, mas o complicado do comunismo é que ele é uma ótima idéia e cheia de seguidores, seguidores NÃO PRATICANTES...

Outro dia eu estava a ler um texto, que achei na inet, intitulado: "Por uma arte revolucionária independente" com autoria atribuida à André Breton e Leon Trotski e escrito por volta de 1938. Um trecho, que foi baseado no que Marx escreveu certa vez, me agradou bastante, então, resolví colocá-lo aqui. Segue.

"A idéia que o jovem Marx tinha do papel do escritor exige, em nossos dias, uma retomada vigorosa. É claro que essa idéia deve abranger também, no plano artístico e científico, as diversas categorias de produtores e pesquisadores. "O escritor, diz ele, deve naturalmente ganhar dinheiro para poder viver e escrever, mas não deve em nenhum caso viver e escrever para ganhar dinheiro... O escritor não considera de forma alguma seus trabalhos como um meio. Eles são objetivos em si, são tão pouco um meio para si mesmo e para os outros que sacrifica, se necessário, sua própria existência à existência de seus trabalhos... A primeira condição da liberdade de imprensa consiste em não ser um ofício. Mais que nunca é oportuno agora brandir essa declaração contra aqueles que pretendem sujeitar a atividade intelectual a fins exteriores a si mesma e, desprezando todas as determinações históricas que lhe são próprias, dirigir, em função de pretensas razões de Estado, os temas da arte. A livre escolha desses temas e a não-restrição absoluta no que se refere ao campo de sua exploração constituem para o artista um bem que ele tem o direito de reivindicar como inalienável. Em matéria de criação artística, importa essencialmente que a imaginação escape a qualquer coação, não se deixe sob nenhum pretexto impor qualquer figurino. Àqueles que nos pressionarem, hoje ou amanhã, para consentir que a arte seja submetida a uma disciplina que consideramos radicalmente incompatível com seus meios, opomos uma recusa inapelável e nossa vontade deliberada de nos apegarmos à fórmula: toda licença em arte."

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Voto.

Minha crença e simpatia para com a política estão tão em baixa, que, ao ouvir essa palavra, uma conotação ruim logo surge à minha cabeça.

Dois meses para as eleições para prefeito e vereador e eu, como morador do rio de janeiro, estou novamente sem opções de voto, o que me fez pensar numa situação sobre voto, voto nulo e voto comprado...

-Agora:
Pense num cidadão comum.
Pense na lei da oferta e da procura.
Guarde esse raciocínio.

Tem quem ache que votar nulo é exercer a democracia, tem gente que acha que exercer a democracia é nem ser obrigado a votar, e tem aqueles que acham que ao se votar nulo, adota-se uma postura apolítica, fazendo com que o cidadão nulo-votista fique à mercê da vontade(ou falta de opção)alheia.

-Volte ao raciocínio guardado e misture com que foi escrito acima.

Um político sem voto num Estado democrático não é nada, o cidadão comum, ao votar nulo, está valorizando seu voto de maneira que possa fazer com que o preço dele aumente nesse mercado em que, não somente hoje em dia, se compra voto com qualquer coisa...

O cidadão com o poder de voto valorizado pode conseguir vender seu voto por mais que um dentadura ou um prato de comida, e, quem sabe um dia, comprar com seu voto um Estado melhor e mais justo ou um carro popular zero!?